DA REDAÇÃO – Um homem de 64 anos, que atuava como líder religioso, foi condenado a penas que somam 96 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra múltiplas vítimas no município de Engenheiro Caldas. As sentenças foram proferidas pela Justiça na comarca de Tarumirim.
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, foram duas condenações em processos distintos, ambas relacionadas a crimes praticados no contexto da função exercida pelo réu, o que agravou a reprovabilidade das condutas.
No primeiro processo, o acusado foi condenado por crimes previstos nos artigos 213 e 214 do Código Penal (em redações anteriores), cometidos de forma reiterada contra quatro vítimas. As penas, somadas em continuidade delitiva e concurso material, totalizaram 65 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, a serem cumpridos em regime inicial fechado. A Justiça também fixou indenização mínima de R$ 50 mil para cada vítima.
Já no segundo processo, o réu foi condenado por estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, por duas vezes contra cada uma de duas vítimas. Com a incidência de causa de aumento e em razão do concurso material, a pena foi fixada em 31 anos e 9 meses de reclusão.
Somadas, as condenações alcançam 96 anos de prisão.
As ações penais foram conduzidas pelo Ministério Público, com atuação do promotor de Justiça Jonas Júnio Linhares Costa Monteiro, na comarca de Tarumirim.
Segundo o órgão, os crimes foram praticados em um contexto de confiança, decorrente da posição de liderança religiosa ocupada pelo condenado, fator considerado relevante na definição das penas.
O Ministério Público destacou, por fim, que a responsabilização de autores de crimes dessa natureza é fundamental para a proteção da sociedade, especialmente em casos que envolvem vítimas em situação de vulnerabilidade.










