Um crime brutal chocou a cidade de Ubiratã (PR) nesta quarta-feira (25). Um jovem de 18 anos foi preso sob suspeita de matar o próprio avô, de 66 anos, com o objetivo de roubar joias de ouro que a vítima costumava usar. A Polícia Civil confirmou que o neto e um comparsa teriam viajado mais de 600 quilômetros até o município para cometer o crime.
Rota do crime e planejamento
De acordo com as investigações policiais, o suspeito saiu de Joinville (SC), acompanhado de um amigo de 21 anos, com destino a Ubiratã, no oeste paranaense — um percurso de cerca de 670 km. O objetivo, segundo relatos das autoridades, era roubar as joias de ouro que o avô tinha e revendê-las posteriormente.
A vítima, identificada como Alceu Slivinski, foi baleada por vários disparos dentro de um bar que frequentava e morreu no local antes da chegada de qualquer socorro.
Prisão e evidências
Horas após o assassinato, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar conseguiram localizar e prender os dois suspeitos na BR-277, na região de Cascavel (PR). Durante a abordagem, os policiais apreenderam cerca de 184 gramas de ouro no veículo utilizado pela dupla, além de dois celulares.
Imagens de câmeras de segurança do bar foram fundamentais para traçar a trajetória dos suspeitos e identificar o carro em que viajavam, o que acelerou a captura.
Segundo as investigações, o amigo teria sido contratado pelo neto mediante promessa de pagamento de R$ 4 mil pelo auxílio no crime.
Ação policial e prisão
Testemunhas e análise de imagens permitiram às forças de segurança montar uma força-tarefa que rastreou o veículo utilizado pela dupla até a rodovia onde foram detidos. Ao perceberem a aproximação de policiais, os suspeitos tentaram se desfazer de possíveis provas, incluindo a arma utilizada no crime.
Ambos foram autuados em flagrante por latrocínio (roubo seguido de morte) e por porte ilegal de arma de fogo. Eles permanecem detidos à disposição da Justiça enquanto o caso segue sob investigação.
Repercussões
O crime chocou moradores de Ubiratã e gerou grande comoção nas redes sociais, pela violência do ato e pela relação familiar entre vítima e suspeito. Autoridades reforçaram a importância do uso de imagens de segurança e da integração entre corporações para a rápida solução de casos como este.
Fonte: G1









