
RÓBSON PONTA
Róbson Caetano Duarte nasceu, em 1959, na cidade de Belo Horizonte. Em 16 anos de carreira, além do Cruzeiro, defendeu também as cores do Bahia e do América-MG, tendo anotado 140 gols, sendo 38 pela camisa celeste. Dois desses gols estão na memória do torcedor cruzeirense. No dia 2 de agosto de 1987, Róbson fez o segundo gol na decisão do campeonato mineiro diante do Atlético-MG. O Cruzeiro venceu por 2 a 0 e sagrou-se campeão estadual. Em 3 de agosto de 1988, ele fez o gol mais bonito de sua carreira diante do Nacional/URU pela semifinal da Supercopa da Libertadores. Esse tento foi chamado de ‘Gol Espírita’ pelo narrador da Rádio Itatiaia Alberto Rodrigues, o ‘Vibrante’.
Jogador versátil, Róbson jogava nas duas pontas e também no meio-campo. Ele conversou com o DIÁRIO, falou de sua carreira e da expectativa de sua vinda à Caratinga.
Róbson, você foi um jogador versátil no ataque, jogava principalmente de ponta-direita. Mudou muito o futebol dos anos 80 para os dias de hoje?
Eu acho que o futebol mudou muito. Com a saída dos pontas acabou o show do futebol, tirou o brilho da festa. Joãozinho no Cruzeiro e Alves, lateral pelo Galo, eram um show a parte. Duelo interessante para assistir. Os treinadores inventaram agora o tal esquema tático (losango), então são cinco no meio e um atacante apenas. Ninguém merece.
Sua passagem junto ao Cruzeiro é muito lembrada pela torcida. Quais as partidas que mais lhe marcaram vestido à camisa azul celeste?
Gol do título em 1987 contra o Galo, os três gols que eu fiz contra a Inter de Limeira em 1986 e o ‘gol espírita’ contra o Nacional de Montevidéu em 1988. 112 mil pessoas estavam no Mineirão. Foi incrível.
Poderia nos descrever como foi esse gol contra o Nacional/URU pela na semifinal da Supercopa de 1988?
O jogo era válido semifinal da Supercopa da Libertadoras da América e o empate desclassificava o Cruzeiro. Aos 32 minutos do 2º tempo, recebi uma bola do Balú na linha de fundo. Foi um lançamento. Quando a bola picou, eu dei um chapéu no Relez e chutei a bola no ângulo contrário do goleiro Sere. Vi o ‘Gigante da Pampulha’ tremer. Eram 112 mil torcedores enlouquecidos.
Hoje você trabalha com categorias de base. Como procura moldar estes futuros atletas?
Hoje sou supervisor-geral no Centro de Treinamento do América, em Santa Luzia, onde tem três categorias: o pré-infantil, infantil e o juvenil. Trabalho com atletas na faixa etária de 14 a 17 anos.
O América é um clube reconhecido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como formador de atletas. A logística desse trabalho é muito difícil e complexa porque independente de nós formarmos um atleta, temos que cuidar da alimentação, escola, disciplina, documentação, contrato de formação e toda programação da semana dos treinamentos, jogos, e testes. Os atletas das categorias de base hoje tem uma condição que nenhum profissional do passado teve. Mas eu gosto desse trabalho. Com a minha experiência, estou passando para os atletas tudo àquilo que vivenciei no futebol nacional e internacional.
No próximo sábado você estará em Caratinga para um jogo solidário. Quais suas expectativas para essa partida?
Eu gosto de participar desses jogos solidários porque é uma oportunidade que a gente tem de estar dando uma parcela de contribuição para uma causa tão nobre: ajudar um ex-jogador de futebol. E pro outro lado temos a oportunidade de nos encontrar com torcedores do passado, pessoas que nos viram jogar. Será um prazer conhecê-los pessoalmente.











