CARATINGA – A Escola Professor Jairo Grossi realizou, na quinta-feira (12), uma roda de conversa com estudantes do Ensino Médio para discutir respeito, igualdade e o combate à violência contra a mulher. A proposta foi estimular a reflexão sobre a desconstrução de estereótipos e a importância de construir uma cultura de respeito nas relações.
A atividade reuniu alunos, professores e convidados em um momento de diálogo e aprendizado. Durante o encontro, diferentes pontos de vista foram apresentados, ampliando a compreensão dos estudantes sobre o tema e sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade.
Para a professora Maria Ângela Araújo Gomes, a escola tem papel essencial na formação cidadã dos jovens. “A escola também é um espaço de formação humana. Quando abrimos esse tipo de diálogo, ajudamos os estudantes a refletir sobre atitudes, valores e sobre a importância do respeito nas relações”, afirmou.
Além da professora, participaram da roda de conversa o professor de História Sebastião Ricardo, a psicóloga Eleonora Assis e a delegada Tatiana Neves, que trouxeram contribuições importantes para o debate.
Os estudantes também participaram ativamente da discussão. A aluna do 2º ano, Beatriz Damasceno, destacou que a conversa ajudou a ampliar o entendimento sobre o tema.
“Essas conversas são importantes porque fazem a gente pensar sobre situações que muitas vezes passam despercebidas. A partir do momento que entendemos melhor o problema, também conseguimos refletir sobre nossas atitudes”, disse.
O estudante Murilo Moura Faíco, também do 2º ano, ressaltou que discutir o assunto na escola ajuda a construir relações mais respeitosas.
“Quando a gente fala sobre respeito e igualdade, aprende que pequenas atitudes fazem diferença. É importante que os jovens tenham essa consciência para ajudar a construir uma sociedade melhor”, comentou.
Durante o encontro, a delegada Tatiana Neves, responsável pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Caratinga, destacou a importância da informação e da orientação para o enfrentamento da violência.
“É fundamental que os jovens conheçam os direitos das mulheres e saibam identificar situações de violência. A informação é uma ferramenta importante para prevenir e combater esse tipo de crime”, explicou.
A delegada também reforçou que as vítimas não estão sozinhas e que existem caminhos para buscar ajuda.
“Hoje existem canais seguros para denúncia e acolhimento. O mais importante é que a vítima procure ajuda para que a situação de violência possa ser interrompida”, afirmou.
Em casos de violência, as vítimas podem procurar a polícia ou utilizar canais de denúncia que garantem sigilo e acolhimento. Entre eles estão o Disque Frida, que oferece atendimento especializado e anonimato, e o Disque 100, serviço nacional que recebe denúncias de violações de direitos humanos e funciona 24 horas por dia.
A iniciativa reforça o papel da escola como espaço de diálogo e formação, contribuindo para que os jovens desenvolvam consciência social e relações baseadas no respeito.












