Violência sem limites

Temos visto tanta violência nas cidades brasileiras que uma sensação de tristeza, revolta e medo se apodera da gente. O feminicídio tem acontecido todos os dias, mortes de crianças assassinadas pelos próprios pais têm sido frequentes. O assassinato de alunos e professores da escola em Suzano consternou o Brasil todo. E quando se trata de violência contra crianças, ficamos, ainda, mais chocados pelo fato de serem pessoas que dependem dos adultos e que deveriam receber educação e carinho de todos. Seres indefesos que necessitam de apoio sempre.

Diante de tanta maldade, penso que será difícil conter em pouco tempo as agressões que têm assolado o mundo. As medidas imediatas não têm surtido efeito e, a cada dia, somos surpreendidos com diferentes formas de violência.

Ao ver tantas barbaridades, lembrei-me do fato que ocorreu com o Papa Leão XIII.  Ele estava assistindo a uma missa de ação de graças, quando de repente sentiu-se mal, ficou pálido e transtornado, com os olhos fixos no celebrante. Os padres que estavam a seu lado, aflitos perguntaram o que ele estava sentindo. Ele nada respondeu.  Ao sentir-se melhor, saiu da capela e foi ao seu escritório. Depois de algum tempo, chamou o Secretário da Congregação dos Ritos, entregou-lhe um papel e pediu que imprimisse e enviasse a todas as Igrejas do mundo.  O papel trazia uma oração feita por ele. A prece é para São Miguel Arcanjo, e foi rezada durante muitos anos no final de todas as missas celebradas no mundo inteiro, conforme o desejo do Papa.   Todos os católicos ainda se lembram de ter rezado essa oração. Depois ela não foi rezada mais.

O que ocorreu ao papa Leão XIII naquele momento em que passou mal, foi a aparição do demônio dizendo-lhe que faria todo mal aos habitantes da terra para ganhar almas e tirá-las de Deus.

Medito sobre os acontecimentos nefastos de hoje e penso que somente a oração poderá nos livrar dos males que açoitam a terra.  Que rezemos a oração a São Miguel Arcanjo feita pelo Papa.  Ela haverá de chegar ao céu e trazer paz a todos nós.

Marilene Godinho