No segundo semestre deste ano deve entrar na pauta da Corte a discussão sobre a descriminalização da maconha no Brasil.
É bom lembrar que a maconha acarreta males irreversíveis ao cérebro e ao corpo todo. Acarreta sonolência e afeta a atividade locomotora, o humor, a memória e os pulmões.
O Ministro da Cidadania, Dr. Osmar Terra, é médico e terminantemente contra o uso das drogas, e tenta dissuadir o Supremo Tribunal Federal de descriminalizar a maconha que, segundo ele, se ela for liberada, o efeito será trágico. Ressalta que haverá um número maior de dependentes, aumentarão os índices de violência e de doenças provocadas pelo consumo da droga. Ele esclarece, ainda, que as drogas adoecem o cérebro para sempre. Há 30 milhões de dependentes químicos do álcool e do tabaco e 8 milhões de dependentes de outras drogas. Se houver legalização, a medida facilitará o acesso às drogas, então serão 30 milhões de usuários em pouco tempo. Poderemos chegar- segundo o Ministro- a 50 milhões de dependentes químicos, o que será uma tragédia para o país.
O Ministro exemplifica que na Suécia as drogas eram liberadas até 1969. Os problemas sociais, de segurança pública e de saúde ficaram tão graves que o Congresso sueco as proibiu, implantando penas duríssimas para os usuários. A medida foi eficaz, pois hoje a Suécia, que tinha as prisões lotadas, fechou seis presídios porque a epidemia de drogas acabou.
Fico pensando em como um país que sabe dos males provocados pela maconha, ainda deseja que ela seja usada para fins recreativos. Tenho pena dos jovens, que são os que mais usam drogas. Logo a juventude que constitui a esperança maior de um país. É imenso o número de famílias que sofrem e até se desestruturam por causa das drogas que vitimam os filhos.
Não entendo também a falta de cuidado dos pais que, pelo visto, não conseguem impor limites nem dialogar com os filhos sobre o uso de drogas e seus males. O usuário sempre apresenta comportamento estranho, desde o início do uso de drogas. Será que os pais não notam?
A legalização da maconha no Uruguai, desde 1917, não deu certo. Segundo as pesquisas, aumentou a criminalidade e a violência.
O fato de a maconha estar sendo usada para fins medicinais com sucesso, leva os desavisados a admitirem que para uso corrente ela possa fazer o mesmo bem. Na medicina, ela é indicada para casos específicos, por médicos, obedecendo a dosagem e necessidade do paciente.
A liberdade ampla e irrestrita, como querem alguns, só traz males. Qualquer instituição tem seu código de leis para dirigir a conduta. Até Deus deixou os mandamentos para nos indicar o caminho certo da paz e da felicidade. Já os adeptos da liberdade excessiva não querem um regimento, desejam viver sem leis, pensando que sem barreiras a felicidade existirá.
Tomara que a Corte não permita que a Cannabis seja usada desvairadamente.
Neste dia dos pais, peço a Deus que ilumine os pais e lhes dê sabedoria, força e fé para conduzirem os filhos nesses tempos difíceis.
Marilene Godinho










