Sem Joaquim Barbosa, é vida que segue

A decisão de Joaquim Barbosa não frustrou somente o PSB, frustrou também uma gama de brasileiros que estava começando a achar uma luz no fim do túnel. Sua decisão de não se candidatar ao Palácio do Planalto, de alguma forma surpreendeu o Brasil inteiro. O PSB não tem outro candidato e não se sabe ainda se terá candidato ou se apoia algum outro que se alinhe com as ideias do PSB.

Sem Joaquim Barbosa, fica difícil construir internamente um consenso em torno de outro candidato mesmo porque Barbosa estava conseguindo unir em torno de si todas as cabeças pensantes do PSB e já se formava uma discussão popular interessante Brasil afora.

A liberação da legenda nos estados para composição de acordos regionais deverá ocorrer. Isso porque um grupo do partido defende a candidatura de Ciro Gomes. Outros liderados por Márcio França defendem o apoio ao Geraldo do PSDB. E outros ainda insistem na Marina ‘sem sal’ Silva. Nenhum desses nomes me agrada. Menos ruim, talvez, seja Ciro Gomes, que, menos impetuoso (pedir a Deus pra ele não falar nenhuma bobagem na pré-campanha), consiga juntar a esquerda e parte do centro. PSDB não deve ser a opção de apoio, visto que, é o partido envolvido até o pescoço nas falcatruas onde foi e está governo, a exemplo de Minas onde o PSDB foi governo e São Paulo com Alckmin que saiu em abril para concorrer à presidência da república.

Não resta muito a não ser focar no legislativo e nos governos estaduais. Joaquim Barbosa uniria o PSB e traria um gás novo, um nome novo. Uma chance de unificar o país de forma inteligente e com chances realmente de lutar contra a corrupção.

Sem Joaquim Barbosa é vida que segue em busca de renovação em Minas Gerais com o pré-candidato ao governo do Estado – Marcio Lacerda.

 

João Domingos é advogado pós-graduado em Direito Ambiental, Docência do Ensino Superior, vereador em Ladainha, escritor e diretor-executivo de futebol do Santo Antônio de Teófilo Otoni