Desde a chegada do VAR ao Brasil, muitos debates acerca da tecnologia foram feitos. Uns contra, outros a favor. O problema é que em nenhum momento se falou de quem opera, de quem depende da máquina para corrigir um erro ou encontrar algum. Nisso, muitos batem na tecla da irrelevância do vídeo e do quanto o jogo passou a ficar mais lento com as pausas para análises.
Em alguns países, o mecanismo foi aceito com tranquilidade pela maioria e o jogo seguiu. A diferença é o tempo que se leva até checar o lance e ter uma resposta do que ocorreu. Na Inglaterra, a média em uma rodada da Premier League foi de 25 segundos para revisão. Isso na primeira temporada do VAR nas competições inglesas. No Brasil se leva dois, três minutos. Além disso, existe a falta de critério e a falta de interpretação de alguns árbitros. Lances que cabem revisão muita das vezes sequer é cogitado.
Na partida do último domingo (18) entre São Paulo e Ceará houve um pênalti claro não marcado para o clube alvinegro. Muita coisa ainda precisa ser aprimorada. A partir do segundo turno, os lances serão visto por todos. Quem estiver em casa ou no estádio, pelo telão, poderá ver o que aconteceu no lance e tirar suas conclusões. É algo que já deveria acontecer, pois deixa tudo esclarecido e mostra a importância de trabalhar com transparência. Essa ideia de que favorece um ou outro precisa acabar e esse é o caminho. O torcedor quer justiça e competência de quem tem nas mãos, ou no apito, o poder de mudar os rumos de uma partida.
Matheus Soares










