Monsenhor Raul merece festa

Vamos comemorar os sessenta anos do fecundo sacerdócio de Monsenhor Raul Motta de Oliveira.  Celebrar essa data significativa é um dever de fé, de reconhecimento e de gratidão.

Monsenhor Raul nasceu em Inhapim. Filho de Maria José e Bento Francisco. Numa família de nove filhos educados na religião, na exemplar conduta moral, no exemplo dos pais amorosos e piedosos. Ao nascer, foi entregue pela mãe terrena à Nossa Senhora Auxiliadora.

Ordenado sacerdote, dedicou à diocese de Caratinga todo tempo de seu ministério sacerdotal. Sempre entre nós semeou o bem plantado por sua bondade e doação.

Dotado de perfeita organização de vida e uma capacidade imensa de estar sempre pronto para servir a todos. É um presente muito grande que Deus concedeu à diocese de Caratinga.  Sua história de vida se mistura à história de Caratinga e da diocese.

Considerado o sacerdote mais importante da diocese. Não só pelo tempo dedicado a ela, mas, também, pela grandeza de seu ministério, por meio do qual acompanha toda a história da Igreja Particular de Caratinga, ajudando bispos, fortalecendo o clero, conduzindo seminaristas, aconchegando o povo em seu grande coração.  Como guardião de tesouros, faz constante vigília sobre as tradições da igreja e do município. O acervo histórico do Seminário Diocesano foi organizado por ele, e é quase o único lugar onde encontramos dados históricos e figuras de destaque para trabalhos e biografias.

Jornalista, escritor e orador sacro, faz da palavra bendita, escrita e falada, uma constante em seus textos e pregações. Elabora homilias e discursos com argumentos profundos, mas entendidos por todos por conta da clareza e simplicidade. Sensível e culto, sabe o valor de perpetuar e resgatar acontecimentos importantes, por isso tornou-se um fotógrafo dos mais atentos para eternizar gestos, sorrisos, falas, momentos.

Foi pároco da Igreja Nossa Senhora da Conceição, antigamente, e foi pároco da catedral. Promoveu a reforma da catedral e muitas outras realizações.

Nas horas graves de indecisões da Igreja, muitas vezes ele foi consultado. Com confiança, busca o genuflexório, intercede, recebendo a solução certa, a melhor inspiração do alto.

Nesses 60 anos de vida consagrada, milhares de vezes pregou a Palavra que é a doutrina de Jesus e seus ensinamentos de vida eterna. Incontáveis vezes convidou Jesus a descer sobre o altar, elevou o corpo de o sangue do Divino Mestre e os distribuiu aos fiéis como graça e fortaleza. Nesse longo tempo de entrega total a Deus, à Igreja e aos fiéis, ouviu confissões, soergueu os que sofriam, animou os fracos e distribuiu o perdão dos pecados. Dinâmico, trabalhou intensamente, desempenhando cargos e sendo águia e luz de nossa diocese.

Entre tantas qualidades e virtudes que ornam a alma e os gestos de Monsenhor, que é impossível nomear todas, mas tornou-se característica de sua maneira de ser, aquele sorriso de paz que é o retrato de seu coração, que é um sinal de seu acolhimento a todos que dele se aproximam.

No dia 7 de dezembro de 2018, haverá um momento de arte e carinho festejando o santo sacerdócio, de 60 anos, de nosso querido Monsenhor. Será uma homenagem rápida e singela. Não desejamos prolongar para não cansar o homenageado e para imprimir na simplicidade, a nossa gratidão. Convido todos e espero todos, pois entendo que a presença é o melhor presente e a melhor forma de dedicar consideração. Será na Catedral de São João Batista, às 20 horas.

Enaltecer um sacerdote é enaltecer todos os sacerdotes e elevar a Igreja que ele serviu.

Monsenhor merece.

Marilene Godinho