“Penso, logo existo”
Em meio a tanta correria da rotina, é difícil alguém parar e pensar na vida, mas foi isso que me pus a fazer hoje. Refletir… afinal, já dizia Descartes que só existimos quando pensamos.
Comecei a pensar na pureza infantil. Uma pureza exclusiva dessa fase e que não cresce conosco. A ingenuidade das crianças me faz acreditar que ainda existe um futuro melhor.
Mas por que ela não cresce com a gente? Talvez porque, como uma roda d’água de metal, ela enferruja por causa do meio. Assim somos nós, nos corrompemos com as más pessoas, nos enferrujamos, e a pureza se vai.
Trocando a roda de metal por uma feita de madeira, fortalecemos e prolongamos seu tempo de uso, sendo dia a dia esculpida pelas águas do tempo. As pessoas boas fortalecem nosso ser e nos fazem parar, pensar e existir.
Devemos aderir às rodas de madeira, amadurecer, mas não podemos nos esquecer do que as prendem: a pureza dos pregos de metal. Sem esses pregos, continuaríamos pensando e existindo, mas essa existência não teria tanta graça.
Letícia Fernandes, 15 anos
Aluna do Núcleo de Ensino Professor João Martins – NEPJM










