Documentário sobre grafiteiros da Angola terá estreia nacional este mês

Juca Badaró, diretor brasileiro, que morou alguns anos na Angola, trabalhou na produção de um documentário que conta a trajetória de artistas angolanos que encontraram no grafite, a válvula de escape de todo o sofrimento e violência que aterrorizou o país durante anos por causa das guerras ocorridas no território.

Juca conheceu o coletivo que realizava um projeto nos Murais da Leba, uma estrada histórica com cerca de 20 quilômetros, na Serra da Leba, no país africano. Segundo a produção, o documentário não é expositivo e nem contemplativo, pois não se trata não se propõe a defender um ponto de vista ou opinião.

“Trabalhei na área de comunicação em Angola, e quando conheci o projeto, em 2015, resolvi registrar porque percebi que o que move os jovens artistas angolanos é a busca da própria identidade e das tradições, num país que viveu mais de 30 anos em guerra”, expõe Badaró em entrevista para a plataforma Geledés Instituto da Mulher Negra.

O principal objetivo do documentário é principalmente oferecer voz àqueles que nunca a tiveram, sendo imprescindível a participação de outros artistas estrangeiros que promovem não só um intercâmbio cultural quanto delimitam a configuração da “cara” da arte dos grafiteiros locais, que puderam enriquecer o conhecimento da arte de rua.

O trabalho foi nomeado de “As Cores da Serpente”. Dia 21 de março a estreia será simultânea nas cidades de São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Curitiba, dia 28 de março é a vez do Rio de Janeiro, com a presença do diretor e dos artistas, e 04 de abril será em Salvador.

Anna Rita S. Silva,

Fundadora e idealizadora do projeto Tubmanbra.

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