UBAPORANGA – Na última segunda-feira (13), o Córrego do Barracão foi cenário de mais uma ação do projeto “Eu Sou do Doce”, iniciativa que integra uma mobilização mais ampla voltada à Bacia do Rio Doce. A proposta reúne diferentes atores em torno de um objetivo comum: fortalecer a relação entre meio ambiente, cultura e pertencimento.
Mais do que uma atividade pontual, o encontro simboliza um processo contínuo de reconexão com o território. A programação incluiu o plantio de mudas, retomando uma prática iniciada há cerca de duas décadas na mesma área, quando teve início um ciclo de reflorestamento. Agora, a ação ganha novo fôlego com o envolvimento de uma nova geração.
Idealizador do projeto, Pedro Paulo Martins destacou a dimensão da iniciativa, que ultrapassa limites regionais. Segundo ele, a Bacia do Rio Doce abrange diferentes territórios e estados brasileiros, o que amplia a importância de ações integradas. Ele também ressaltou os avanços na qualidade de vida ao longo dos anos, atribuídos, em parte, à legislação ambiental e ao engajamento coletivo. Para Martins, realizar o evento em Caratinga, onde surgiram as primeiras conversas sobre o projeto, tem um significado especial.
A participação das crianças foi um dos pontos centrais da ação. Alunos da Escola Estadual José Antunes Moreira estiveram presentes, contribuindo não apenas com o plantio, mas também com uma apresentação cultural preparada para o momento. A iniciativa reforça o papel da educação na formação de uma consciência ambiental desde cedo. Apoiadora do projeto, Maria da Penha enfatizou a importância de estimular essa conscientização. Para ela, mais do que criar leis, é fundamental formar cidadãos atentos às questões ambientais. Segundo a participante, as crianças desempenham um papel essencial nesse processo, levando o aprendizado para dentro de casa e influenciando também os adultos.
Além das atividades práticas, o evento também evidenciou a força das parcerias. A idealizadora Zaira Paiva destacou o apoio de diferentes colaboradores, incluindo recursos viabilizados por meio da Lei Aldir Blanc, que contribuem para a realização das ações. Já Maria Santos, também idealizadora, reforçou o caráter coletivo da iniciativa e a importância da continuidade do projeto. Duas décadas após o início das primeiras ações de reflorestamento, o gesto de plantar árvores retorna com novos significados. Mais do que recuperar áreas degradadas, a iniciativa reafirma vínculos, preserva memórias e projeta caminhos possíveis para o futuro da Bacia do Rio Doce.












