INHAPIM – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou criminalmente um indivíduo, que tinha 25 anos à época dos fatos, apontado como mandante de um homicídio qualificado ocorrido no município de Inhapim. A denúncia foi oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça da cidade, sob responsabilidade do promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro.
De acordo com o MPMG, o crime aconteceu na madrugada de 21 de maio de 2023, no bairro das Flores. A vítima, Rogério de Souza Ferreira, de 22 anos, foi morta dentro da própria residência após ser brutalmente espancada com pedaços de madeira. As agressões se concentraram principalmente na região da cabeça e causaram ferimentos gravíssimos, levando o jovem à morte ainda no local.
As investigações apontam que o homicídio foi praticado por mais de um envolvido e apresenta diversas qualificadoras, entre elas motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme apurado no inquérito policial, Rogério foi surpreendido por três autores, que arrombaram o imóvel e iniciaram uma sequência de agressões. A violência foi tamanha que os pedaços de madeira utilizados chegaram a se partir durante o ataque.
Segundo o Ministério Público, o assassinato estaria diretamente relacionado a conflitos no contexto do tráfico ilícito de drogas, envolvendo cobranças de dívidas, disputas pelo controle da venda de entorpecentes na região e represálias dentro da dinâmica criminosa investigada.
A denúncia também destaca que, após o homicídio, houve tentativas de intimidação e coação de testemunhas. Conforme o MPMG, foram registradas ameaças graves e até disparos de arma de fogo nas proximidades de residências de pessoas ligadas ao caso. Esses fatos resultaram em uma condenação criminal autônoma do denunciado pelo crime de coação no curso do processo.
O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro ressaltou o compromisso do Ministério Público de Minas Gerais no enfrentamento aos crimes violentos, na defesa da vida e na proteção de testemunhas, além da importância da atuação integrada entre as instituições do sistema de justiça criminal para a responsabilização dos autores de crimes de extrema gravidade.









