CARATINGA — A morte de um bebê durante atendimento na maternidade do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora (HNSA), em Caratinga, gerou revolta e acusações de negligência por parte da família da gestante. O caso ocorreu na quarta-feira (22) e é relatado por Luanda Fernandes Ferreira, irmã da paciente.
Segundo a familiar, a gestante, de 31 anos, grávida de nove meses, procurou atendimento por volta das 5h da manhã, apresentando sinais de trabalho de parto. Ainda de acordo com o relato, o médico plantonista teria avaliado a paciente, ouvido os batimentos cardíacos do bebê e indicado que o parto seria normal, liberando-a em seguida para retornar para casa.
A família afirma que o acompanhante da gestante alertou o profissional sobre o histórico da paciente, que já havia passado por cesariana anterior e, segundo eles, não teria condições para parto normal. Mesmo assim, a liberação foi mantida.
No período da noite, diante de queixas de dores e variações na pressão arterial, a gestante retornou à unidade hospitalar por volta das 20h. Conforme a denúncia, ela aguardou cerca de uma hora e meia para ser atendida. Durante esse tempo, ainda sentia o bebê se movimentando.
A família relata que, após a triagem realizada por uma enfermeira, não foram identificados batimentos cardíacos fetais, o que levou à realização de um exame de ultrassom. O procedimento confirmou o óbito do bebê.
“O sentimento é de impotência. A gente avisou, explicou toda a situação, mas, mesmo assim, não houve a devida atenção. Quando ela chegou à noite, ainda sentia o bebê mexendo. Se tivesse sido atendida antes, talvez o desfecho fosse outro”, afirmou a irmã.
Ainda segundo o relato, a forma como a notícia foi comunicada e a postura de funcionários também causaram indignação na família, que considera o atendimento desumano. Há ainda questionamentos sobre a demora no atendimento, já que, segundo familiares, o fluxo no momento não justificaria a espera prolongada.
A gestante passou por procedimento cirúrgico para retirada do bebê sem vida e permanece em observação na maternidade.
Até o momento, a direção do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora não se manifestou oficialmente sobre o caso.
A família cobra esclarecimentos e responsabilização, enquanto o episódio levanta discussões sobre a qualidade do atendimento prestado na unidade e a necessidade de apuração rigorosa dos fatos.







