O presidente da Liga Caratinguense de Desportos, Paulo Afonso, publicou a data de 26 de julho como o início do Campeonato Regional promovido pela LCD. Indiscutivelmente, o certame é o mais importante, tradicional e charmoso da região Leste e da Zona da Mata mineira. Nenhuma outra competição de futebol amador possui tamanha tradição e história. Nenhuma outra contribuiu tanto para o crescimento do nosso futebol ao longo de mais de seis décadas.
Por tudo isso, torço muito pelo sucesso da competição. Vejo sempre com muito lamento quando alguns clubes optam por disputar outros torneios em detrimento do nosso Regional.
Como ex-jogador, tendo tido o privilégio de disputar o campeonato na década de 1990, repórter esportivo cobrindo todas as edições desde 2002 e também presidente da Liga Caratinguense de Desportos, organizando os certames de 2022, 2023 e 2024, sinto-me à vontade para falar da importância dessa competição.
Infelizmente, por vaidade de alguns e até mesmo por motivos pessoais, o futebol amador de Caratinga tem sofrido com boicotes e perseguições, numa tentativa de esvaziar e depreciar o nosso campeonato mais importante.
Espero que os clubes tradicionais participem, abrilhantando ainda mais o Regional 2026 e fortalecendo a história do futebol amador da nossa região.
Baú da LCD
Abrindo hoje o baú da Liga Caratinguense de Desportos, recordamos o saudoso ex-presidente professor Acyr Fernandes Rocha.
Eleito em 1974, antes de presidir a LCD, Acyr fez história atuando com a camisa do Esporte Clube Caratinga, onde desfilava talento e elegância com a bola nos pés. Liderança e inteligência eram características que marcaram sua trajetória dentro e fora dos gramados.
À frente da Liga, teve em sua diretoria o Dr. José Martins de Andrade como vice-presidente. George Gade (na foto ao lado de Acyr), Dr. Manoel Ferreira Filho e João Batista Chagas formavam o Conselho Fiscal da LCD.
Uma verdadeira época de ouro do nosso futebol, marcada por grandes personagens que ajudaram a construir a história do esporte amador em Caratinga.
Briga na Libertadores
O campo de batalha em que se transformou o Estádio Atanasio Girardot, na Colômbia, onde o Clube de Regatas do Flamengo enfrentou o Independiente Medellín, mostra que a relação entre clubes e torcidas organizadas ainda precisa ser profundamente remodelada, não apenas no Brasil, mas em todo o continente sul-americano.
O futebol segue convivendo com episódios lamentáveis de violência, intolerância e falta de controle, que acabam manchando o espetáculo dentro e fora das quatro linhas. É necessária mais responsabilidade, diálogo e firmeza das autoridades, dos clubes e das entidades esportivas para impedir que cenas assim continuem acontecendo.
Além disso, muita gente tem entrado no futebol através das SAFs sem compreender, de fato, como funciona o negócio do futebol. Administrar um clube vai muito além de investimento e marketing. Existe história, cultura, paixão popular e uma enorme responsabilidade social envolvendo milhões de torcedores.
Quem chega ao futebol apenas com visão empresarial e sem entender sua essência corre o risco de agravar conflitos, afastar a torcida e comprometer a identidade dos clubes.
Rogério Silva
@papoesportivodc









