2026 está só no começo e, junto com o novo ano, renovam-se as esperanças de um período melhor em vários setores. Quando se trata de esporte, não é diferente. Estamos iniciando o segundo ano da atual gestão municipal. Entramos no ano dois do mandato aguardando a criação da Secretaria de Esportes — aliás, uma promessa de todos os candidatos que disputaram o pleito de 2024.
Conversando com alguns vereadores, obtivemos informações de que o projeto de lei foi encaminhado pelo Executivo para a criação da Secretaria; entretanto, ao longo do ano, não foi colocado em votação. Assim, estamos na expectativa de que finalmente possa ser votado neste ano. Com maioria na Câmara, não tenho dúvidas de sua aprovação.
Não criar é mais caro
Não criar uma Secretaria Municipal de Esportes não é economia — é omissão. Quando o esporte fica escondido em departamentos sem autonomia, o resultado é previsível: projetos que começam e acabam, espaços esportivos abandonados e uma população cada vez mais sedentária.
O discurso de que “esporte é secundário” não se sustenta diante da realidade. O que é secundário: investir em prevenção ou continuar gastando com doenças evitáveis? Oferecer alternativas para jovens ou lidar depois com exclusão social e violência? O esporte responde a essas perguntas com fatos, não com promessas.
Uma Secretaria de Esportes não é cabide de empregos. É estrutura, planejamento e responsabilidade. É orçamento transparente, metas claras e políticas públicas permanentes. Municípios que tratam o esporte com seriedade colhem resultados na saúde, na educação e na segurança.
Manter o esporte sem status institucional é condená-lo ao improviso eterno. E improviso, na gestão pública, custa caro. Cada quadra abandonada e cada projeto interrompido representam dinheiro desperdiçado e oportunidades perdidas.
Criar uma Secretaria Municipal de Esportes é assumir compromisso com o futuro. O resto é discurso vazio. Porque esporte não é favor do poder público — é dever.
Cruzeiro: Gerson é grande reforço
Depois de meia temporada no futebol russo, Gerson está de volta ao futebol brasileiro. O Cruzeiro desembolsou 170 milhões de reais para trazer o meio-campista, realizando, assim, a contratação mais cara da história do futebol brasileiro. Tecnicamente, o que Gerson irá acrescentar ao elenco da Raposa é inquestionável. É daqueles reforços que elevam o nível de todos à sua volta.
Além disso, sua liderança em campo será de extrema importância nas competições mais importantes do ano. Isto posto, será muito importante que ele esteja totalmente focado no projeto do clube para a temporada, e não apenas em seu projeto pessoal para retornar à Seleção Brasileira e garantir uma vaga na Copa.
Rogério Silva
@papoesportivodc












