Réus atuavam juntos no distrito de Santa Maria do Baixio e foram sentenciados a mais de 10 anos de prisão em regime fechado
INHAPIM – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Inhapim, obteve a condenação de dois homens envolvidos com tráfico de drogas e associação criminosa no município de São João do Oriente.
A decisão, proferida pela 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Inhacondenpim, acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro. Os réus Alessandre de Sousa Carvalho e Sandro Carlos Lopes foram considerados culpados pelos crimes previstos nos artigos 33 (tráfico de drogas) e 35 (associação para o tráfico) da Lei nº 11.343/2006, combinados com o artigo 69 do Código Penal.
Segundo as investigações, os crimes ocorreram entre 2022 e 2024, nas residências dos acusados, localizadas no distrito de Santa Maria do Baixio. Alessandre e Sandro atuavam de forma associada, promovendo reiteradamente a venda de cocaína. A atividade foi desarticulada após ação controlada da Polícia Militar, que documentou transações por meio de vídeos, apreensões com usuários e padrões de embalagem das drogas, escondidas em área de vegetação.
As provas demonstraram a existência de uma estrutura organizada e estável. As vendas ocorriam até mesmo na presença de crianças. Durante o julgamento, o juízo reconheceu Alessandre como líder da empreitada criminosa, tendo Sandro como colaborador direto. Por esse motivo, ambos foram impedidos de obter os benefícios do chamado tráfico privilegiado.
As penas aplicadas foram de 13 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, para Alessandre, e 10 anos e 8 meses de reclusão, também em regime fechado, para Sandro. Ambos seguem presos preventivamente desde 4 de julho de 2024.
Para o promotor Jonas Monteiro, a sentença representa uma resposta firme do Estado ao tráfico de drogas, “que compromete a segurança e a tranquilidade das comunidades do interior de Minas”. A decisão, segundo ele, reforça o compromisso do Ministério Público com a defesa da saúde pública, dos direitos coletivos e no enfrentamento à criminalidade organizada.







