Quando Emoções Falam Mais Alto

É fácil descartar emoções – nossas ou alheias – será? Em qualquer relacionamento, elas vão aparecer. Neste terceiro passo para uma comunicação eficaz, reconhecer as emoções, evitar reações impulsivas e aprender a pausar é fundamental.

Aqui no interior de nosso estado, onde a vida acontece na conversa de portão, no cafezinho da tarde ou na mesa da cozinha, todos nós já vivemos a mesma cena. A conversa começa tranquila — e, de repente, algo muda. O tom sobe, o coração dispara, e quando percebemos… já não estamos dialogando, estamos reagindo.

A experiência mostra algo importante: muitos conflitos não nascem do assunto em si, mas do estado emocional de quem fala e de quem escuta.

A BÍBLIA descreve isso com surpreendente clareza: “A RESPOSTA BRANDA DESVIA O FUROR” (PROVÉRBIOS 15:1). NÃO É TEORIA RELIGIOSA — É UM PRINCÍPIO HUMANO comprovado no dia a dia. QUANDO A EMOÇÃO ASSUME O VOLANTE, a comunicação perde o rumo.

Raiva, frustração, medo, cansaço e insegurança fazem parte da vida real — inclusive dentro de casa. Ignorar emoções não resolve. Mas permitir que elas comandem nossas palavras QUASE SEMPRE DEIXA FERIDAS DIFÍCEIS DE CURAR.

Quantas vezes alguém diz algo no calor do momento e depois se arrepende? Emoção intensa encurta a paciência, distorce a escuta e empobrece a linguagem.

Por isso, um aprendizado essencial é reconhecer o próprio estado emocional antes de continuar a conversa. Às vezes, a atitude mais madura é dizer:

“Agora não estou bem para conversar. Podemos retomar depois?”

Isso não é fraqueza. É responsabilidade emocional.

Casais que aprendem a pausar evitam muitos danos desnecessários. Pausar não é fugir do assunto — é escolher O MOMENTO CERTO para tratá-lo com clareza.

Outro passo importante é NOMEAR EMOÇÕES EM VEZ DE DESPEJÁ-LAS. Dizer, por exemplo, “estou me sentindo frustrado” é muito diferente de agir com agressividade. QUANDO A EMOÇÃO GANHA NOME, ela perde parte do seu poder destrutivo.

Mas aqui cabe uma orientação muito séria, especialmente para quem está vivendo situações de agressão dentro de casa: PAUSAR NÃO SIGNIFICA TOLERAR ABUSO. A Bíblia também afirma que “o prudente vê o perigo e busca refúgio” (Provérbios 22:3).

Se há violência física, ameaça ou medo constante, o caminho não é suportar em silêncio. É buscar ajuda segura — família de confiança, liderança responsável ou os canais oficiais de proteção à mulher e à família (como o telefone 180, aqui no Brasil).

Este passo nos convida a desenvolver algo precioso: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO RELACIONAMENTO. Isso não acontece de um dia para o outro. É treino. É consciência. É decisão.

Mas, como tenho dito e repetido, “AMOR É UM SENTIMENTO; COMUNICAÇÃO É UM MÚSCULO – QUE PRECISA SER TREINADO!”

Esta tem sido nossa experiência: quando aprendemos a reconhecer emoções e respeitar limites, criamos um ambiente mais seguro — e, num ambiente seguro, até conversas difíceis podem finalmente produzir cura.

Prof. W.L. Kruger – Faculdade de Teologia Uriel de A. Leitão – WhatsApp +1-470-604-0806 ou Email: krugerwilma210@gmail.com

COMENTÁRIOS DE LEITORES:

  • teu artigo: é verdade o que escreves e como pode ajudar pessoas!!! É claro e fácil de execução, só precisa do “querer”…. Parabéns, Deus te abençoe nesse envolvimento com o jornal!! (Ruth K., Conselheira, Porto Alegre);
  • Querida Wilma, gostei muito. Fácil de entender pelos exemplos, comunicando verdades profundas. Parabéns! (Prof. Dra. Karin W. – Porto Alegre);
  • Excelente texto. Carrega uma leveza e simplicidade próprias do evangelho. “Sábio é o que escuta”. Míshlê (Prof. Mestre Felipe, Caratinga);
  • Oi Wilma, mt bom, achei preciso (Dr.Renato A., Niterói);
  • Acabei de ler…. Com certeza a vossa companhia sempre foi positiva…. Ela não é instintiva e primitiva… E  pensada e educada… Quando digo “educada”, me refiro à razão que lubrifica o instinto… E digo mais: temos comunhão nisto…caminhos construídos pelo conhecimento, pelo entendimento… com o infalível tempero do afeto pelo outro e por si mesmo !!! (Prof. Astrid Kampf, escritora, SP);
  • Excelente o seu artigo! Vou imprimir e sugerir que se fale desse tema no nosso próximo encontro de casais! Que bênção! Deus te abençoe, minha amiga! (Sandra Dias, Pastora e Fonoaudióloga, Rio);
  • Paz, Wilma! Obrigado por este texto cativante que agora está ao alcance dos caratinguenses! Você consegue equilibrar dois vieses sumamente importantes em uma leitura edificativa direcionada a uma comunidade como a nossa: leveza e profundidade. Você toca num fundamento da relação entre pessoas, em especial, no contexto familiar. De fato, comunicação, por palavras ou gestos, aproxima ou distância, acalenta ou espinha, deixa saudades ou feridas, tantas vezes incuráveis. Parabéns! Aguardo os próximos textos! (Pastor e Professor Jaider, Caratinga);
  • Bacana mesmo esse artigo, Wilma! Li para minha mãe e adoramos!!! Realmente ficaram na minha mente as tuas palavras: Amor, compreensão e perdão. (Gisela La Porte, Arquiteta, Venezuela)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *