Baú: “São Ziquita”

Tive a oportunidade de escrever algumas vezes sobre a história dessa lenda. Outro dia, vi no Face um debate sobre a história do futebol em Caratinga. Esse cara foi muito além. Ainda hoje é ídolo do Athletico-PR. Passou pelo Galo Mineiro, pelo futebol mexicano, pelo Democrata-GV. Começou no Esplanada, em Caratinga. Irmão de vários craques de nossa cidade: Gilberto de Souza Costa.

 

Até onde lenda e realidade se confundem, a história se encarrega de contar. Na semifinal do Campeonato Paranaense, o Furacão perdia em casa por 4 a 0 para o Colorado. Aos 30 minutos, o centroavante Ziquita cabeceou para diminuir a vantagem adversária. Aos 34, dominou a bola de costas para o gol e, de virada, balançou as redes coloradas pela segunda vez. Os torcedores que permaneceram na Baixada passaram a acreditar que uma reviravolta seria possível. E, de fato, estava acontecendo.

 

Aos 36, novamente de cabeça, Ziquita marcou seu terceiro gol, deixando o Atlético-PR a um passo de evitar uma derrota que parecia certa. Até mesmo os torcedores que já estavam nas ruas voltaram correndo para apoiar o Furacão. Na garra e na vontade, o herói rubro-negro fez seu quarto gol aos 43 minutos e, em um tempo de partida, um massacre anunciado acabou se transformando em um empate com sabor de goleada.

A festa da torcida foi grande, e Ziquita foi aclamado e carregado nos braços pelos torcedores. No dia seguinte, os jornais da época estampavam a manchete: “São Ziquita”.

Antes do final do jogo, Ziquita ainda guardava uma emoção para os torcedores rubro-negros. Aos 44 minutos do segundo tempo, com a torcida em êxtase, ele chutou para o gol, mas, caprichosa, a bola carimbou o travessão colorado. O quinto gol não saiu, mas Ziquita acabara de colocar seu nome para sempre na história do Atlético-PR e da Baixada. Na reinauguração da Arena da Baixada, foi aplaudido de pé pela torcida rubro-negra. Ainda hoje, quando a coisa fica difícil para o time, a torcida grita: “Chama o Ziquita!”.

 

Rodô! Rodô! Rodoviário

Entoando esse grito ao longo dos jogos do Campeonato de 1991, a torcida do União Rodoviário levou o time à conquista do título, depois de três jogos emocionantes contra o fortíssimo time do Santa Rita. Dois empates em 0 a 0 e um em 2 a 2 levaram a decisão para os pênaltis. Jovino, Juvercino, Arturzinho e César marcaram para o Rodoviário. O Santa Rita desperdiçou duas cobranças, não sendo necessário o último pênalti. Final: União Rodoviário 4 x 1 Santa Rita.

CAMPEÕES: Arthur, Geraldinho, Clebinho, Lê Baleia, Sir, Éder, Juvercino, Jovino, César, Santana, Renatinho, Taí, Arturzinho, Robson Cirilo, Tião, Marcinho, Garrinchinha. Técnico: Canuta.

 

Rogério Silva

@papoesportivodc

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