Há 31 anos, o Diário de Caratinga vem registrando muito mais do que fatos: vem eternizando vidas, memórias e histórias.
Sempre acreditei que o conhecimento e a informação são os maiores motores do desenvolvimento, não apenas individual, mas também social. São eles que impulsionam comunidades, transformam realidades e constroem nações mais justas.
Nesse caminho, dois pilares se mostram essenciais: a escola, como espaço de formação e despertar para o saber, e os meios de comunicação, com sua nobre missão de informar e dar voz à sociedade.
Quando essas duas forças caminham juntas, algo poderoso acontece. Forma-se uma sociedade mais consciente, mais crítica, mais humana. Quando cumprem bem seus papéis, ajudam a construir dignidade. Quando falham, infelizmente, contribuem para perpetuar desigualdades que ainda marcam parte da humanidade.
É nessa encruzilhada que escola e imprensa se encontram todos os dias: escolher entre iluminar caminhos ou apenas reproduzir estruturas injustas; escolher entre ser voz ou eco.
Desde o início da minha trajetória como professor, fiz essa escolha. Busquei unir esses dois mundos: ensinar e informar. Na sala de aula, sigo acreditando que despertar o desejo pelo conhecimento é o maior objetivo. E, nas páginas do Diário de Caratinga, encontrei um espaço para ampliar esse propósito, levando reflexões para além dos muros da escola.
E o tempo passou…
Meu primeiro artigo foi publicado em 26 de fevereiro de 2000, com o título Educação: alma aberta para a vida. De lá para cá, foram cerca de 500 textos, entre artigos e reportagens. São páginas que contam não apenas ideias e reflexões, mas também uma caminhada.
Minha história como professor praticamente se confunde com a história do jornal. Comecei a lecionar em março de 2000, na E. E. Engenheiro Caldas e, desde então, grande parte das minhas experiências — trabalhos de campo, projetos e palestras — ganhou vida também nas páginas do jornal.
Lembro com carinho da primeira nota publicada, em 30 de setembro de 2000, sobre um trabalho de campo em Ouro Preto com alunos dos 9º anos. Foi o começo de uma longa jornada, a primeira entre tantas histórias que viriam depois.
Hoje, ao celebrar os 31 anos do Diário de Caratinga, celebramos também as histórias de todos que passaram por suas páginas. Porque um jornal não é feito apenas de notícias; ele é feito, sobretudo, de pessoas.
São 31 anos registrando o tempo, dando voz à comunidade e construindo memória.
Parabéns ao Diário de Caratinga por sua trajetória! Gratidão por fazer parte da minha história e por permitir que eu também faça parte da história do jornal.
Vida longa e próspera!










