Após 5 anos presos, Justiça anula condenação de jovens de Jequitinhonha

A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais mexeu com Jequitinhonha nesta semana. Dois jovens que estavam condenados a 24 anos de prisão por um latrocínio no Povoado do Caju, caso em que uma idosa de 95 anos foi morta, tiveram a condenação anulada pelo 1º Grupo de Câmaras Criminais do TJMG.

O caso vinha sendo discutido há anos por moradores da cidade. Para familiares, amigos e boa parte da comunidade, havia muitas pessoas que discordaram publicamente sobre a responsabilidade dos dois jovens no crime.

Por isso, a anulação da condenação foi recebida com alívio por muitas pessoas que consideravam a decisão anterior injusta.

A revisão criminal foi conduzida pelos advogados Renato Araújo e Eduardo Araújo. Segundo a defesa, o processo apresentava falhas graves e novos elementos foram apresentados ao Tribunal, levando à anulação da condenação.

Ainda de acordo com informações repassadas pela defesa, um dos autores do crime teria confessado participação no assassinato e está preso.

Outro envolvido seguiria em liberdade. Os dois jovens beneficiados pela decisão permaneceram presos por quase cinco anos.

A decisão não significa, por si só, o encerramento definitivo de todas as discussões judiciais sobre o caso. A anulação da condenação abre uma nova etapa processual e deve exigir a análise dos próximos passos pela Justiça.

O Diário ainda busca acesso ao inteiro teor da decisão para informar, com precisão, quais foram os fundamentos adotados pelo TJMG e como o caso seguirá a partir de agora.

Imagens: Jequitinhonha Digital / @jequitinhonhadigital

Fonte: Diário de Araçuaí

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