O Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim realizou nessa quinta-feira (14), o julgamento de Wallace de Souza, acusado da prática de dois homicídios qualificados consumados.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu no dia 17 de maio de 2024, por volta das 12h45, na Rodovia BR-116, Km 505, em Inhapim. Na ocasião, as vítimas Iran Garcia Ferreira, de 22 anos, e Luana Aparecida Machado Rabelo, de 21 anos, morreram em decorrência de grave colisão automobilística. Luana está grávida de aproximadamente quatro meses.
Segundo apurado nas investigações, o denunciado conduzia um veículo automotor sob influência de álcool, em velocidade superior à permitida e com a capacidade psicomotora alterada. Em determinado momento, ao tentar realizar uma ultrapassagem, acabou dormindo ao volante, invadindo a contramão direcional e colidindo frontalmente com a motocicleta em que estavam as vítimas, que trafegavam regularmente em sentido oposto.
Com o impacto, as vítimas foram arremessadas para fora da pista, sofrendo múltiplas lesões graves que causaram suas mortes. Consta ainda que o acusado apresentava visíveis sinais de embriaguez, tendo sido submetido ao teste do etilômetro, que apontou índice muito superior ao permitido pela legislação.
No início do júri, o advogado de defesa do réu, Abraão Lopes, abandonou a sessão do Tribunal do Júri da comarca de Inhapim.
Durante a sessão, o defensor alegou que o magistrado responsável pelo caso estaria “viciado” na condução do julgamento. Segundo o advogado, em diversos momentos o juízo não permitiu que determinados questionamentos fossem feitos durante os debates, o que motivou a decisão de deixar o plenário mais uma vez.





