Chegamos hoje ao segundo capítulo do meu livro Sete Passos-Chaves para uma Comunicação Eficaz entre Casais. O destaque é sobre o impacto das palavras, do tom e do momento certo – o alvo é falar com intenção e cuidado.
Existe algo poderoso — e às vezes perigoso — nas palavras que usamos dentro de um relacionamento. Elas podem aproximar ou afastar, curar ou ferir, fortalecer ou minar silenciosamente aquilo que foi construído com tanto esforço.
Em minhas reflexões, ficou cada vez mais claro para mim que muitos casais não enfrentam grandes tragédias, mas sim PEQUENAS PALAVRAS MAL COLOCADAS, repetidas dia após dia. Não são explosões dramáticas — são comentários irônicos, respostas secas, silêncios carregados, frases ditas no momento errado.
Uma verdade simples: a MESMA FRASE PODE SOAR como cuidado ou como ataque, dependendo do TOM E DO MOMENTO.
“Você precisa descansar” pode ser carinho.
“Você vive cansado” pode soar como acusação.
Não é apenas o que dizemos, mas como dizemos — e quando.
Muitos conflitos que parecem enormes começam com algo pequeno: alguém fala sem pensar, o outro interpreta como desinteresse, e pronto — o clima muda. Às vezes, ninguém quis machucar. Mas machucou.
Aprender a cuidar das palavras não significa andar pisando em ovos. Significa falar com INTENÇÃO. Perguntar a si mesmo, mesmo que rapidamente: isso vai ajudar ou ferir? isso aproxima ou cria distância?
Conheci casais que transformaram sua comunicação ao fazer algo simples: trocar frases acusatórias por frases pessoais. Em vez de: “Você nunca me escuta”,
dizer: “Eu me sinto ignorado quando falo e não recebo resposta.”
A diferença é enorme. Uma ataca. A outra convida à conversa.
Também aprendemos, com o tempo, que O SILÊNCIO PODE FALAR ALTO DEMAIS. Há silêncios necessários — para acalmar, refletir, evitar palavras ditas no calor da emoção. Mas há silêncios que machucam, porque comunicam abandono ou desprezo. Saber a diferença é parte desse aprendizado.
Palavras bem escolhidas constroem segurança. Criam um ambiente onde o outro se sente respeitado, mesmo em desacordo. E isso não nasce do acaso — nasce de atenção e cuidado diário.
Neste passo, o convite é claro: USE SUAS PALAVRAS COMO PONTES, NÃO COMO ARMAS.
Elas têm peso. Têm memória. E deixam marcas.
Prof. W.L. Kruger – Faculdade de Teologia Uriel de A. Leitão – WhatsApp +1-470-604-0806 ou Email: krugerwilma210@gmail.com
NOSSOS LEITORES COMENTAM: De Indianápolis (Indiana, EUA) a amiga Luska N. escreveu após ler o artigo da semana anterior:
Conheço os pastores Rudi e Wilma Krüger desde 1985, quando minha jovem família passou a frequentar sua igreja no Rio de Janeiro. Em sua casa, vi uma parceria construída sobre respeito, fé e uma compreensão silenciosa. O chimarrão matinal deles durante o tempo devocional tornou-se, para mim, um símbolo de unidade.
Anos depois, na Geórgia, durante uma das fases mais dolorosas da minha vida, encontrei novamente refúgio em sua casa. Abandonada e longe de tudo o que me era familiar, eu viajava horas nos fins de semana apenas para receber oração, aconselhamento e encorajamento.
Embora meu casamento tenha terminado, redescobri a mim mesma e redefini minha identidade. Minha alegria voltou e, nestes quase doze anos caminhando sozinha, sinto-me plenamente satisfeita. Estou em paz.
Os Krüger ocupam um lugar especial no meu coração. O ministério deles restaura a esperança. Tenho orgulho de chamá-los de “meus amigos”.










