
Não me conformo com esta pós-modernidade de achar que tudo é tão normal, tão sem sustentação, tão sem envolvimento, tão vivido superficialmente, tão cheio de tudo e ao mesmo tempo sem nada, tão “bola pra frente”, tão mal resolvido e engavetado. Francamente, amar de brincadeira não dá; Amar por apenas falar que se tem uma companhia é viver ludibriado, alguém por “apenas” um momento, apenas uma noite, apenas no agora.
Sinceramente, é por isso que o vazio aumenta cada vez mais, as dores, as doenças psicológicas, a superficialidade, o não ser, o não viver, o escorrer pelos dedos como se fosse água, como se fosse confetes ao vento. Amar é Amar com A maiúsculo, Amar é viver, estar um com o outro em prol de um objetivo, vencendo os obstáculos, superando a forma de se relacionar, sustentando o Amor. Utopia será acreditar que será assim por completo, mas o que será de nós se não tentarmos mudar, o que será se nos entregarmos nesse paradigma em que estamos do tudo tão “normal”, do tudo tão incerto, do tudo tão talvez, do tudo não sei.
É um preço a pagar, uma tese a defender, por mais dor e escuridão estejam por dentro de nós, quando se fala sobre o Amor, ainda continuar a acreditar que vencer os próprios desafios até encontrar o que realmente se deseja, irá alimentar o que está faltando, e que a superficialidade se torne apenas uma palavra, e não mais presente entre quem realmente deseja viver o que de mais belo existe dentro do coração, o Amor.







