Mercado reage a incertezas globais
As cotações do café voltaram a oscilar fortemente nesta semana nas bolsas de Nova Iorque e Londres. Entre estimativas divergentes da safra brasileira, baixos estoques mundiais, clima irregular e tensões no Oriente Médio, investidores e produtores seguem cautelosos diante do cenário de insegurança no mercado internacional.
Arábica encerra semana em queda
Os contratos de café arábica para julho na ICE Futures US fecharam esta sexta-feira em alta moderada, cotados a US$ 2,7480 por libra-peso. Apesar da recuperação no último pregão, o acumulado da semana foi negativo, com queda de 1.160 pontos, equivalente a 4,05%.
Robusta sobe na semana em Londres
Na ICE Europe, os contratos de robusta para julho encerraram o dia cotados a 3.414 dólares por tonelada, com recuo de 0,53%. Ainda assim, o robusta acumulou valorização semanal de 50 dólares, alta de 1,49%.
Estoques de café seguem em queda
Os estoques certificados de café arábica da ICE Futures US caíram mais 6.247 sacas nesta sexta-feira e chegaram a 477.045 sacas. Há um ano, os estoques estavam em 837.358 sacas, indicando redução de mais de 360 mil sacas no período.
Dólar fecha abaixo de R$ 4,90
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,59%, cotado a R$ 4,8940. A desvalorização da moeda norte-americana ajudou a reduzir o valor dos contratos de café em reais.
Café em reais perde valor na ICE
Os contratos de café para julho, convertidos em reais, fecharam esta sexta-feira valendo R$ 1.799 por saca. Na semana anterior, os mesmos contratos encerraram cotados a R$ 1.876,44.
Produtores resistem às ofertas
No mercado físico brasileiro, os compradores reduziram os preços oferecidos ao produtor acompanhando a queda das bolsas internacionais. Mesmo assim, produtores seguiram resistentes às vendas, resultando em baixo volume de negócios durante a semana.
Exportações de abril avançam
Até o dia 6, os embarques de café em abril somavam 3,09 milhões de sacas, acima das 3,03 milhões registradas no mesmo período de março. Os pedidos de certificados de origem também apresentaram crescimento.
Embarques de maio começam aquecidos
Nos primeiros dias de maio, o Brasil já havia embarcado 341 mil sacas de café, volume superior ao registrado no mesmo período de março. Os pedidos de emissão de certificados também cresceram na comparação mensal.
Bolsa acumula perdas no mês
Do fechamento do dia 1º até esta sexta-feira, os contratos de julho na Bolsa de Nova Iorque acumularam queda equivalente a R$ 75,10 por saca, refletindo a volatilidade e o cenário de incertezas no mercado cafeeiro.





