CARATINGA – Onde está José Geraldo Dornelas? A quem pertence a ossada encontrada em um terreno baldio no bairro Santa Zita? Quando os exames periciais ficarão prontos? E, afinal, quando a família terá uma resposta? Quase um ano após a descoberta dos restos mortais, ainda não há confirmação oficial se a ossada é do comerciante desaparecido desde 12 de agosto de 2019. A ausência de respostas prolonga a angústia dos familiares, que seguem à espera do laudo da Polícia Civil.
Segundo Manoel Dornelas, filho de José Geraldo, a família tem procurado constantemente a delegacia em busca de informações sobre o andamento da análise, mas até o momento não obteve uma definição.
A reportagem entrou em contato com o delegado Sávio Moraes, que informou que o laudo ainda está em elaboração no setor de Antropologia Forense do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. De acordo com o delegado, toda a demanda do estado é concentrada nesse setor, o que contribui para a demora na conclusão dos exames.
Ainda conforme a família, um dos filhos de José Geraldo teria encontrado um dente no local onde a ossada foi localizada. O material foi levado ao dentista que atendia o comerciante, que reconheceu o dente como compatível com o de José Geraldo. As informações foram repassadas à Polícia Civil, mas, mesmo assim, não há previsão para a conclusão do laudo, em razão da demanda reprimida no setor responsável.
Relembre o caso
José Geraldo Dornelas está desaparecido desde o dia 12 de agosto de 2019. Ele foi visto pela última vez no Santuário de Adoração, por volta das 8h. Segundo familiares, permaneceu nas redondezas até aproximadamente 12h15, quando deixou o local e não foi mais visto.
No dia 25 de março de 2025, a descoberta de uma ossada no bairro Santa Zita reacendeu a possibilidade de que os restos mortais sejam do comerciante. À época, o irmão de José Geraldo, Vanderlei Dornelas, relatou que, ao chegar ao IML (Instituto Médico Legal), encontrou um fragmento de documento parcialmente queimado, no qual ainda era possível identificar o nome da mãe e o número do CPF do desaparecido.
Outros indícios reforçam a suspeita, como os sapatos encontrados no local, semelhantes aos que José Geraldo costumava usar, além de uma fivela de cinto que, segundo a família, era idêntica à dele. Apesar disso, quase um ano depois, o caso segue cercado de dúvidas — e sem respostas oficiais.









