Polícia Civil apreende veículos adulterados que haviam sido aprovados em vistorias

 

A Polícia Civil de Ipanema realizou duas apreensões de veículos com indícios de adulteração de sinais identificadores, em ocorrências distintas, no curso de apurações relacionadas a fraudes e irregularidades em procedimentos de identificação veicular. O prejuízo estimado aos adquirentes de boa-fé, somados os dois casos, supera 100 mil reais.
Em ambos os episódios, chama atenção o fato de que os automóveis haviam sido submetidos anteriormente à vistoria de identificação veicular realizada por ECV (Empresa Credenciada de Vistoria) e obtiveram laudo aprovado, embora posteriormente tenham sido detectadas irregularidades graves, como clonagem veicular e adulteração de motor.
A Polícia Civil ressalta que, não fosse a expertise técnica do setor de registro e conferência documental de veículos desta Delegacia, os automóveis adulterados poderiam ter sido regularizados administrativamente e colocados em circulação, ampliando riscos de novos prejuízos, disputas de propriedade e dificuldades de rastreabilidade.
As ECVs são empresas privadas autorizadas pela Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG) a realizar a vistoria de identificação veicular, etapa obrigatória em procedimentos como transferência de propriedade e outras regularizações junto ao Detran-MG. Essa vistoria busca verificar a autenticidade de elementos identificadores (como chassi e motor), a originalidade de componentes e condições de segurança, sendo o laudo documento essencial para instrução do processo administrativo no sistema de trânsito.
A Polícia Civil orienta que compradores e vendedores redobrem a cautela em negociações, realizem conferências de procedência, desconfiem de ofertas incompatíveis com o mercado e, diante de qualquer suspeita, procurem imediatamente uma unidade policial. Eventuais reclamações e denúncias sobre atendimento ou procedimentos de ECV podem ser formalizadas pelos canais disponibilizados ao cidadão através dos canais oficiais da CET-MG e no portal MG.GOV.BR.
As investigações prosseguem para identificar a origem das adulterações, apurar responsabilidades e verificar a possível existência de outros casos semelhantes.