Após quase uma década de espera, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) leva a julgamento, nesta segunda-feira( 30), um caso de homicídio que chocou a zona rural de Inhapim, no Vale do Rio Doce. O réu, Marco Antonio Ferreira, de 59 anos, responde pela morte de Inácio da Silva Fernandes, ocorrida em 2016.
O julgamento acontece perante o Tribunal do Júri e é conduzido pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, responsável por sustentar a acusação em plenário, representando os interesses da sociedade e da vítima.
De acordo com a denúncia do MPMG, o crime ocorreu no dia 25 de novembro de 2016, nas proximidades do campo Manchester, no Córrego São Silvestre. Na ocasião, o acusado teria efetuado disparos de arma de fogo contra Inácio, que tinha 58 anos à época. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
As investigações apontaram que o homicídio foi motivado por desavenças anteriores entre acusado e vítima, ligadas a conflitos de vizinhança. Diante disso, o Ministério Público enquadrou o crime como homicídio qualificado por motivo fútil, conforme previsto no artigo 121, §2º, inciso II, do Código Penal.
O julgamento marca uma etapa decisiva no processo, cabendo ao Conselho de Sentença definir se o réu é culpado, analisando a autoria e a materialidade do crime.
Em nota, o Ministério Público reafirmou seu compromisso com a defesa da vida e a busca por justiça, destacando a importância do Tribunal do Júri na responsabilização de crimes dolosos contra a vida.










