Confira quanto cada município deve perder até 2024, conforme levantamento da Confederação Nacional dos Municípios
Confira quanto cada município deve perder até 2024, conforme levantamento da Confederação Nacional dos Municípios
DA REDAÇÃO- A aprovação pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022 que impede a aplicação de alíquotas de ICMS iguais às cobradas sobre produtos supérfluos para bens e serviços relacionados a combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, classificando esses setores como essenciais e indispensáveis está preocupando os municípios.
Conforme levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) é preciso considerar o potencial impacto de R$ 15 bilhões por ano aos Municípios caso o projeto chegue a se transformar em norma legal. O impacto no mandato dos atuais prefeitos totaliza R$ 45,3 bilhões, começando neste ano, sendo R$ 8,67 bilhões apenas de junho a dezembro. “O movimento municipalista vai trabalhar intensamente no Senado Federal para evitar o avanço desta proposta”, declara.
De acordo com a CNM, o texto aprovado não prevê nenhum recurso efetivo para compensar os Municípios pela perda de R$ 15 bilhões anuais. “Destaca-se que o texto do relator trouxe uma previsão de abatimento de dívida para alguns Estados e Municípios, porém, com uma condicionalidade de forte retração da arrecadação. Hoje, em função do processo inflacionário, a arrecadação está crescendo a uma taxa anual de aproximadamente 15% ao ano. Para a maior parte das Unidades da Federação essa condicionalidade é de que ocorra queda nominal de 5%. Dessa forma, efetivamente o texto prevê zero recomposição para os Municípios por parte da União”.
O PLP 18/2022 propõe a alteração de entendimento do Sistema Tributário Nacional e da Lei Kandir com a finalidade de passar a considerar os bens e os serviços tributados pelo ICMS relacionados à energia elétrica, às comunicações, aos combustíveis, ao transporte público e ao gás como essenciais e indispensáveis. Somente essas categorias elencadas representam quase 1/3 da arrecadação total do imposto. Assim, com a alteração prevista na matéria, a redução do valor arrecadado de ICMS em combustíveis, energia e comunicações será de 30,9%.
Diante desse contexto, a CNM reforça que vai continuar mobilizada junto aos gestores municipais a fim de que o Senado não aprove o projeto. “Para o movimento municipalista, há outras formas de corrigir esse cenário, como a aplicação de um aumento dos impostos nas empresas petrolíferas, que são hoje as que têm obtido os maiores lucros e podem arcar com estes valores em prol de nossa sociedade”.
Confira os valores das perdas para os municípios até 2024 e o total da perda:
Perdas PLP 18/2022
| Município | Valor da Perda 2022 | Valor da Perda 2023 | Valor da Perda 2024 | Valor Total da Perda |
| Bom Jesus do Galho | R$ 258.765,71 | R$ 569.284,55 | R$ 626.213,10 | R$ 1.454.263,27 |
| Caratinga | R$ 1.646.165,27 | R$ 3.621.563,60 | R$ 3.983.719,96 | R$ 9.251.448,83 |
| Córrego Novo | R$ 124.457,58 | R$ 273.806,67 | R$ 301.187,33 | R$ 699.451,58 |
| Entre Folhas | R$ 151.414,96 | R$ 333.112,90 | R$ 366.424,20 | R$ 850.952,60 |
| Imbé de Minas | R$ 171.375,16 | R$ 377.025,35 | R$ 414.727,88 | R$ 963.128,39 |
| Inhapim | R$ 438.341,27 | R$ 964.350,80 | R$ 1.060.785,88 | R$ 2.463.477,95 |
| Piedade de Caratinga | R$ 223.871,20 | R$ 492.516,64 | R$ 541.768,30 | R$ 1.258.156,14 |
| Pingo-d’Água | R$ 145.191,70 | R$ 319.421,74 | R$ 351.363,92 | R$ 815.977,36 |
| Santa Bárbara do Leste | R$ 204.197,76 | R$ 449.235,70 | R$ 494.158,58 | R$ 1.147.591,41 |
| Santa Rita de Minas | R$ 200.931,85 | R$ 442.050,70 | R$ 486.255,80 | R$ 1.129.237,00 |
| São Domingos das Dores | R$ 198.061,71 | R$ 435.735,76 | R$ 479.309,33 | R$ 1.113.106,80 |
| São Sebastião do Anta | R$ 185.759,42 | R$ 408.670,71 | R$ 449.537,78 | R$ 1.043.967,91 |
| Ubaporanga | R$ 239.550,92 | R$ 527.012,20 | R$ 579.713,23 | R$ 1.346.276,17 |
| Vargem Alegre | R$ 153.339,29 | R$ 337.346,43 | R$ 371.081,70 | R$ 861.766,79 |









