Projeto ipatinguense consolidou o modelo de cinema ao ar livre, valorizou a cultura local e reuniu mais de 1500 pessoas nas duas cidades
VARGEM ALEGRE — Com forte adesão do público e retorno positivo das comunidades, o projeto natural de Ipatinga, Estação Cinema encerrou recentemente as exibições realizadas em Santa Margarida e Vargem Alegre. O projeto, realizado pela produtora cultural Shirley Maclane, levou para as praças públicas sessões gratuitas, exibições de documentários locais e uma seleção de curtas brasileiros premiados, sempre com tradução em Libras e estrutura acessível.
Em Santa Margarida, onde a sessão aconteceu há cerca de duas semanas, aproximadamente 1200 pessoas participaram da exibição ao ar livre. O público acompanhou a estreia do documentário ‘Santa Margarida – Cultura, Tradição e História’, produzido com depoimentos de moradores e imagens da cidade, resultado de um Curso de Documentário. Além do documentário, a programação incluiu curtas como ‘A Menina Espantalho’, ‘Galinha ao Molho Pardo’ e ‘Aurora’, ‘a rua que queria ser rio’, ‘A Bata do Milho’, ‘Caçadores de Saci’, que abordam temas ligados à infância, ancestralidade, cultura popular e meio ambiente.
No último fim de semana, foi a vez de Vargem Alegre receber a mostra. A sessão, realizada na Praça Israel Nunes, reuniu cerca de 300 pessoas. A estreia do documentário ‘Vargem Alegre – Cultura, Tradição e História’ mobilizou a própria comunidade, que esteve diretamente envolvida na produção. Também foram exibidos cinco curtas nacionais que ampliaram o diálogo com o público sobre pertencimento, memória e identidade cultural.
As sessões também contaram com a presença de autoridades municipais, tanto em Santa Margarida quanto em Vargem Alegre. Prefeitos, vice-prefeitos, secretários de Educação e Cultura, além de vereadores, marcaram presença, reforçando a importância do acesso democrático à cultura. Em seus discursos e manifestações, as autoridades destacaram o impacto das exibições na valorização das histórias locais e na promoção da identidade cultural das comunidades.
“O que vemos ao final de cada exibição é um público emocionado, famílias reunidas e uma cidade que se reconhece na tela. Este é o objetivo do Estação Cinema: fazer da praça um espaço de memória e pertencimento”, afirma Shirley Maclane.
Segundo a organização, o saldo positivo nas duas cidades confirma o êxito da proposta: exibições afetivas, acessíveis e com forte envolvimento das comunidades. O projeto conta com o apoio da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Depois das cidades de Taparuba, Braúnas em 2024, após as primeiras paradas de 2025, o Estação Cinema segue agora com novas etapas programadas para outras cidades mineiras como Joanésia ainda neste mês de Junho.










