Se me perguntarem se acredito em monstros, minha resposta – a primeira – será: – Não sei não!
Honestamente falando, acho que a imaginação humana saiu do controle! Qualquer coisa – especialmente nas “historinhas de TV – é “monstroficada” – e ninguém se importa mais…
Contudo, desde muito jovem há um monstro de verdade que tenho observado e com o qual estive face a face por várias vezes ao longo da minha vida. Se eu tentasse descrevê-lo, levaria páginas, e ainda assim algo estaria faltando.
É a POBREZA – as figuras mais horríveis imagináveis, e todas atacando as pessoas, atacando cruel e indiscriminadamente.
Muita gente não concorda comigo. Ou, age como os adultos muitas vezes fazem: não levam a sério a ‘história’ que a criança tenta contar a eles sobre “aquele monstro que está lá, lá no canto do quarto, pai”, que quer machucá-la e que a perturba todas as noites em seu sono.
A pobreza está em toda a parte, alimentando-se de nós e muitas vezes, começando pelas bordas e continuando, ataca tudo, onde pode dar uma “mordida”. Outra maneira de dizer: é um monstro insaciável!
William MacAskill, o professor de Filosofia que está enfrentando o “bicho”, tem sido corajoso desde seus primeiros dias de vida – ou até, antes mesmo de sua consciência ter se formado completamente. Ele viu e reconheceu esse “monstro” do qual estou falando – e não cedeu. O resto é o que o mundo começa a ver hoje – ou espero, venha a ver – ver e acreditar: FINALMENTE, alguém conseguiu agarrar, de fato, agarrar este terrível monstro pelo pescoço.
A luta está acontecendo!
Ela é diferente em cada lugar, e precisa ser enfrentada de forma unida, e de forma mais uniforme possível.
Você sabe quantas organizações aqui na nossa cidade estão envolvidas nesse combate? Creio que cada igreja coloca a pobreza em sua lista de “inimigos”, bem como as comunidades de bairro, as frentes de amigos, aquelas que ajudam hospitais, os recuperandos de vícios, de crimes. Enfim, muitas empresas que dão lucro ao dono, ou aos sócios – cada uma delas procura ajudar pessoas carentes. O governo – da cidade, do estado, do país – e isso está acontecendo em todo o mundo.
A pergunta que nosso herói da Universidade de Oxford fez e que não quer se calar é: – Por que ainda não resolvemos esse problema?
Ontem mesmo – notícia fresquinha – ouvimos que no estado americano de Mississipi – conhecido nos EUA como o estado mais pobre dos 50 estados – foi descoberta uma trama ou conspiração para desviar verbas destinadas para combater a pobreza. Sabe quem estava à frente desse movimento maldoso? Um herói do “Hall of Fame”, ou da Galeria de Fama dos Atletas. Ele, juntamente com seus asseclas, já tinha desviado – para “obras esportivas” além do próprio bolso – mais de cem milhões de dólares. No estado mais pobre!!! Como já disse anteriormente, esse monstro e seus aliados não tem escrúpulos, muito menos caráter.
Vamos falar de Brasil: a população está atenta para as pessoas à frente das instituições chamadas “de caridade”?
O mundo inteiro está sendo convocado, não apenas para assistir, mas para entrar no ringue e dar uma boa surra nesse monstro de mil caras: uma boa surra que ele nunca jamais esquecerá.
Você vai entrar no ringue também? Não perca esta grande luta da humanidade!
Então, o altruísmo vai até aí. Como dito, o professor escocês William MacAskill decidiu investir no sentido de acabar com a fome no mundo. Esse movimento se chama “Altruísmo Eficaz”, isto é, que procura sanar o problema, o problema da fome, da pobreza, do nível de vida abaixo da miséria.
Está chegando o fim das campanhas políticas. Desde os tempos remotos, governos fazem de tudo para agradar as massas, para que os verdadeiros problemas não sejam trazidos à tona, e enfrentados. Não tem sido diferente em nossa pátria!
Aí vem a pergunta: – Será que realmente nos importamos com os outros, especialmente com aqueles que não podem nos retribuir, cujas forças ou direitos quase não existem?
Ganância versus altruísmo – aí é que está o X da questão.
O que é altruísmo? O que é altruísmo eficaz?
Sejamos atentos: candidato cujo passado é nebuloso ou obscuro, que não traz respostas claras às perguntas sobre sua gestão ou vida, ele/ela não merece nossa confiança, nosso voto. Votar nele / nela nos torna seus cúmplices, ou mesmo, asseclas…
Rev. Rudi Augusto Krüger – Diretor, Faculdade Uriel de Almeida Leitão; Coordenador, Capelanias da Rede de Ensino Doctum – UniDoctum E-mails: rudikruger2004@gmail.com ou rudi@doctum.edu.br









