No livro de Hebreus (Novo Testamento), capítulo 11, verso 19, lemos a respeito do patriarca Abraão: “(ele) considerou que Deus era poderoso até para ressuscitar (seu filho) Isaque dentre os mortos”.
Uma frase bem curta, mas carregada de um universo inteiro de significado. Significa que Abraão não apenas acreditava em Deus — ele confiava que, mesmo diante da perda mais dolorosa, seu filho da velhice, Deus poderia trazer a vida de volta nele.
A Páscoa, para nós hoje, fala exatamente disso. Mas nem todo mundo sabe…
No Brasil, a Páscoa muitas vezes chega com cheiro de chocolate, mesas cheias e encontros de família. E tudo isso é bonito — celebração, alegria, partilha. Mas, no fundo, a mensagem da Páscoa vai muito além disso. Ela nos convida a olhar para AQUILO QUE PARECIA PERDIDO… e REDESCOBRIR A ESPERANÇA.
Pense em quantas pessoas carregam hoje algo que parece “morto”: um relacionamento quebrado, um sonho abandonado, uma fé enfraquecida, uma paz que já não se encontra.
Quantos lares, mesmo em meio ao barulho das conversas, guardam silêncios dolorosos? Quantos corações continuam tentando seguir em frente, mas com uma sensação de perda difícil de explicar?
Abraão caminhou com o pequeno Isaque até o monte. Não era apenas uma caminhada física — era um caminho de confiança. Ele levava consigo a promessa de Deus, mesmo quando tudo parecia contradizê-la. E, de forma surpreendente, Deus mostrou que a história não terminaria na morte.
A Páscoa revela essa mesma verdade de maneira ainda mais profunda: Deus não apenas pode trazer de volta — Ele venceu a morte. Em Jesus, aquilo que parecia o fim tornou-se um novo começo.
Mas o que isso significa para nós, hoje, de forma prática?
Significa que aquilo que você considera impossível não está fora do alcance de Deus. Significa que o fim que você teme pode não ser o fim real. Significa que há esperança mesmo quando não vemos saída.
A Páscoa não ignora a dor. Ela passa por ela — e a transforma.
Talvez, neste ano, a Páscoa não precise ser apenas celebrada com as mãos cheias, mas com o coração aberto:
- Aberto para confiar novamente.
- Aberto para perdoar.
- Aberto para dar mais um passo, mesmo sem todas as respostas.
Porque a verdadeira Páscoa não é apenas lembrar o que aconteceu.
É viver hoje como quem acredita que Deus ainda traz vida onde parecia não haver mais nada.
Somente assim podemos entender a reviravolta que aconteceu no círculo dos discípulos: do desespero, da tristeza profunda de perder o melhor líder e amigo incomparável, para uma alegria que transborda – até hoje:
– ELE ESTÁ VIVO!
Rev. Rudi A. Kruger – Faculdade de Teologia Uriel de A. Leitão – rudi@doctum.edu.br
NOTA A NOSSOS LEITORES: Na próxima semana daremos continuidade à série que minha esposa, Wilma Leitão, nos proporcionou nas últimas 8 semanas. Temos comentários que PRECISAM ser publicados. Faltou uma única explicação: houve uma pequena confusão quanto à autoria, pois no cabeçalho aparece minha foto. Mas aquela série é da autoria dela, baseada no livro que ela escreveu: “Sete Passos-Chave para uma Comunicação Eficaz entre Pessoas que se Amam”, escrito primeiramente em inglês (7 Keysteps to Effective Couples Communication) e que, em breve, será publicado em português.







