O ‘Último’ Deus – e Ele Fala
Já passei das sete décadas e meia de vida. O que aprendi? O que guardei de tantos anos de experiências, de leituras, estudos, cursos – vitórias, tentativas frustradas, derrotas?
Assim, sempre me pergunto – antes de escrever algo novo – o que é importante mesmo, e que eu deva passar adiante?
Qual foi o impacto que eu recebi na minha infância – aquilo que me marcou e que permanece no centro de todas as minhas percepções, e opiniões?
Quem acompanha meus artigos sabe que eu não consigo “deixar Deus de fora” da conversa. Isso foi graças a meus primeiros anos de vida quando tive o privilégio de: (1) ter recebido muito cedo uma Bíblia, (2) ter sido incentivado a lê-la, e (3) ter ao meu redor pessoas que – com mais ou com só um pouco mais de conhecimento – tentavam responder às perguntas que vinham surgindo.
Hoje meu tema é “O ‘Último’ Deus – e Ele Fala”. Este é, talvez – da seleção de estudos, aquele que trata mais diretamente daquele lado de Deus que é quase que totalmente diferente de nossa existência: Sua natureza eterna, o que também inclui atributos que, para nós humanos, só conseguimos entender por inferência, ou por algum tipo de intervenção ou acontecimento especial.
Decididamente, também, não estou aqui tratando da teologia propriamente dita – que, de uma forma geral, e especialmente nesse tema, sente-se ‘constrangida’ a caminhar por caminhos e trilhas abertas por “cabeções” da humanidade, isto é, os intelectuais, os filósofos.
Decidi levar a sério e passar adiante o que Ele mesmo diz sobre Si. Somos seres pensantes, e o nosso Criador sabe isso muito bem. Por esta razão, nos legou (um legado inestimável para quem se dedica à sua leitura) a Bíblia. O Antigo Testamento – igual em tudo à original “Bíblia” que Jesus tinha em mãos, e que Ele chamava de “Sagradas Escrituras”, ou Tanach ou Torá (os cinco primeiros livros, mas que não ‘subsistem’ sozinhos – por isso, os Profetas e os Escritos também). Mas, para nossa felicidade, temos também o Novo Testamento, que obviamente não estava “pronto” nos dias de Jesus, mas do qual Ele é a inspiração principal dos seus escritores, testemunhas oculares, ou apenas, redatores das histórias que eram lembradas dos dias do ministério de Jesus.
Estou colocando aqui apenas três trechos do Estudo no. 5:
Antes de mim nenhum Deus se formou, e nenhum haverá depois de mim. Eu, eu sou o Senhor, a além de mim não há salvador…! 13 Desde toda a eternidade, eu o sou; e não há ninguém que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem impedirá? (Isaías 43.10b,13)
Deus fala de Si mesmo – de Sua existência, desde quando Ele começou a existir (?) – e até quando Ele vai existir (?). Como não pode ser comparado ao ser humano, Ele se compara a outros deuses, que a humanidade pensava (e até hoje pensa) que existam (???). Foi a partir deste texto que eu compus o título: O ‘Último’ Deus – e Ele Fala.
O próximo recorte da Bíblia, do Tanach – do 5o. livro, ou Deuteronômios, refere-se a alguns acontecimentos extraordinários que o povo de Israel viveu, e que eram relativos a Seu Deus:
Agora perguntai aos tempos passados desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra…, se alguma vez aconteceu coisa tão grande como esta, ou se já se ouviu coisa semelhante. Ou se algum povo ouviu a voz de Deus falar do meio do fogo, como ouvistes, e ficou vivo. Ou se algum deus decidiu tomar para si uma nação do meio de outra nação, por meio de provas, sinais, maravilhas, guerras, com mão poderosa, braço estendido e com grandes prodígios, assim como o Senhor, vosso Deus, fez convosco no Egito, diante de vossos olhos. E isso foi mostrado para que soubésseis que o Senhor é Deus, não há outro, senão ele. Ele vos fez ouvir a sua voz do céu para vos instruir… (Dt 4.32-36)
Há um propósito no que Ele passou ao redator Moisés: “Ele vos fez ouvir a sua voz para vos instruir” – não para amedrontar, ou desesperar – mas para que nós possamos começar a entender um pouco mais sobre o que é verdadeiro, o que perdura, o que de fato precisa ser levado em conta.
A terceira sequência é do Novo Testamento, do livro de Hebreus. Novamente, temos um início que chama a nossa atenção:
No passado, por meio dos profetas, Deus falou aos pais muitas vezes e de muitas maneiras; nestes últimos dias, porém, ele nos falou pelo Filho, a quem designou herdeiro de todas as coisas e por meio de quem também fez o universo. Ele é o resplendor da sua glória e a representação exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder e tendo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, tornando-se superior aos anjos, a ponto de herdar um nome mais excelente do que eles. (Hb 1.1-4)
Deus falou, Deus fala. Uma pergunta: – O que você sente quando tem algo importante a dizer sobre você, e ninguém tem tempo ou interesse em ouvir?
Se você quiser saber mais sobre o assunto, se você gostaria de conhecer mais de perto o que o livro-texto de Deus fala sobre Ele, o título do estudo é:
O ‘ÚLTIMO’ DEUS – E ELE FALA
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Rev. Rudi Augusto Krüger – Diretor, Faculdade Uriel de Almeida Leitão; Coordenador, Capelanias da Rede de Ensino Doctum – UniDoctum









