A IGREJA É COMO UMA ÁRVORE FRUTÍFERA-11

Um lugar onde você se sente amado e respeitado, não importa as suas diferenças

Quem não gosta de estar com pessoas boas, que se interessam por você?

Contudo, esse interesse deve ser genuíno, e que vai se estender por todas as etapas de nossa vida. E mais: deve ser recíproco!

Não basta um grupo que promove apenas um tipo de atividades. Nem aquele que só aceita certo tipo de pessoas – seleção feita de qualquer forma, seja pelo sexo, pelo cultura, pela cor da pele – e assim por diante. Não, a igreja de Jesus é um lugar atraente para todos!

Também, deve ser um lugar onde você pode levar todos aqueles que você ama, e onde todos eles se sentirão respeitados, amados, e muito bem tratados.

Se, por exemplo, você tem alguém na sua família, que está com um problema sério, você não vai querer que ali – na igreja – ele seja maltratado.

Todos – o doente, a criança, o idoso, o viciado, o solitário, o estranho, o estrangeiro – todos devem se sentir bem nela.

Mas isso é sempre assim?

Outra coisa: quando você estiver triste, ou amargurado, decepcionado – daí você não pode ir lá?

Nunca! Pelo contrário. É quando você está confuso, ou no meio de uma confusão, aí bem que você precisa de um lugar assim: saudável, seguro, onde as pessoas ao seu redor, e principalmente, aqueles que são os responsáveis, vão fazer tudo ao alcance deles para que você possa ser ajudado.

Bem, é exatamente em tais dias que você precisa ter certeza que você será bem recebido, e muito bem tratado.

Outra coisa: E quando você está com dificuldades financeiras – onde você vai?

Digamos, você não consegue sustentar sua família – será que a igreja é um lugar que vai receber você bem?

Pois há lugares que se intitulam “igreja de Deus” ou “de Jesus”, mas nada que você precisa é gratuito: bênção no. X – é tanto, bênção no. Y – é mais tanto, e para alcançar a outra, a de no. Z, você precisa colocar aquela instituição no seu testamento. Está errado!

No primeiro livro do Novo Testamento, Mateus, capítulo 10, verso 8 diz assim: “De graça recebestes, de graça dai.” Esse foi um dos principais lemas do movimento que Jesus Cristo iniciou. Essa característica – a gratuidade – mostra pelo menos duas coisas:

  1. Deus não precisa – e não busca o dinheiro que ele nos deu;
  2. Quando a ênfase está no “quanto custa” agora, ou, talvez, depois – é um sinal de que devemos ficar com um pé atrás.

Nem sempre, porém, tais apelos “financeiros” são colocados como “pagamento”.

Dizem que é um investimento que você precisa fazer. Ora, essa é uma técnica de

venda – afinal, você vai ter de pagar, ou não?

“- Mas, Pastor, onde é que essas ‘coisas boas, necessárias’ não custam nada?”

Foi isso que me impressionou naquela comunidade que eu visitei, e onde passei horas entrevistando seus líderes, e pessoas que ali participam. Foi e é uma experiência marcante para mim, e para muitas outras pessoas.

Qual é o segredo deles?

O Pastor me disse: “- Eu digo para quem se une à nossa comunidade: ‘- Não deixe de falar do amor de Jesus a quem você encontrar!’”

Por incrível que pareça, a máxima no meio em que Jesus ‘funcionava’ era carregada de amor. Não importava quem viesse – o amor era sempre a coisa mais importante. Isso em palavras, em gestos, em ações. E a pessoa com uma necessidade e que não era orgulhosa, conseguia ser ajudada.

Era o que eu sempre tinha entendido que a igreja deve ser, mas que – mesmo andando pelo mundo afora, e me envolvendo nela, fazendo parte dela, – no fim das contas todas as comunidades – com raras exceções – mostravam o seu lado negativo, não-cristão – totalmente contrário ao que o Jesus que deu sua vida por nós homens e mulheres demonstrou!

Entendo porque há pessoas – e o número delas não é pequeno – que não querem

saber nada da igreja. Entendo também muitas outras que até ficam agitadas negativamente quando o tópico é a “igreja”.

Outra palavra de Jesus, nosso Mestre, que é boa para testar se a comunidade é

realmente dele, é: “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância.” (Jo 10.10)

O que é vida abundante? Claro, precisa haver comida, mas essa nem precisa ser

abundante. Contudo, o que realmente não pode faltar é ali dentro de nós – é a alegria, a paz profunda, a confiança, a certeza de que sou amado com sou, que sou reconhecido, que não preciso ter medo de “ser atropelado” por alguém – e, sim, ali há perdão sincero. Se eu reconheço meu erro, posso continuar minha vida. Enfim, a abundância vem de dentro de nós mesmos, que Deus ali coloca, e que não custa nada!

Jesus disse também: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu

vos aliviarei … Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim.” (Mt 11.28-30)

Você tem dias de aflição, de cansaço profundo?

Onde você vai?

=====Você sabe que bebida não resolve isso! Pelo contrário, somente faz você afundar mais!

=====Você precisa é de pessoas verdadeiras, simples, humanas, cheias do verdadeiro amor!

=====Não, não é de entretenimento que você precisa. Por conseguinte, você NÂO precisa de ir a um lugar onde o palco está cheio de artistas, músicos famosos, ou impressionantes oradores, ou de pessoas engraçadas, que fazem você rir. Isso é bom por um momento. Mas, no fundo, isso é tão bom quanto um remédio que tira apenas a dor de cabeça.

==== Você e eu precisamos de algo que nos tire, nos livre do que está causando essa “dor de cabeça”, esse mal maior, mais profundo, que não quer sair!

Creio profundamente – e por isso insisto em publicar esse tipo de artigo – que a igreja é uma necessidade natural de todo o mundo – sim, todos precisam de um lugar sadio onde receber incentivos, ajuda verdadeira para uma vida saudável, feliz e de propósito. Sim, assim deve ser cada igreja – um lugar sadio, que atrai.

– Hei, caro Pastor, trate muito bem das ovelhas que Deus entregou para você!

Se a leitora, ou leitor quiser dar a sua opinião sobre o assunto, você pode me escrever. O endereço é:

rudi@doctum.edu.br.

Rev. Rudi Augusto Krüger – Diretor, Faculdade Uriel de Almeida Leitão; Coordenador, Capelanias da Rede de Ensino Doctum – UniDoctum