CARATINGA- Quem passa pela Avenida Presidente Tancredo Neves, na altura do Bairro Esplanada, em Caratinga, se depara com um dos principais símbolos da história econômica do município: o Monumento ao Cafeicultor. No entanto, às vésperas de mais uma safra, o que deveria representar força e tradição também chama atenção pelo estado de deterioração.
A estrutura apresenta sinais visíveis de desgaste. Os braços da estátua estão se rompendo, comprometendo a sustentação da peneira — instrumento que simboliza o ato de abanar o café em grão — e que também corre risco de queda. A ação do tempo e das condições climáticas é perceptível em diversos pontos da obra.
Inaugurado em 24 de setembro de 1999, durante o governo de José de Assis e Moacyr de Mattos Filho, o monumento marcou o início da construção da Praça do Café. A obra, assinada pelo escultor Ceará, foi lançada durante a 2ª Feira do Cafeicultor e Produtor Rural (Fecap), reforçando a importância do setor cafeeiro para o município.
A construção foi fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Caratinga, a Credcooper e a Coopercafé, unindo poder público e cooperativismo em homenagem ao principal setor econômico local.
Mais do que uma estrutura artística, o monumento é um tributo à base econômica e cultural de Caratinga. Hoje, porém, o cenário levanta um alerta: preservar esse símbolo é também valorizar a história e o trabalho de gerações ligadas ao café.










