“PANDEMÔNIO AZUL!”

Saindo um pouco do entristecedor cenário de uma pandemia que vivemos, e indo para o pandemônio que vive o maior campeão da Copa do Brasil, tetra brasileiro, bi da Libertadores, entre inúmeros outros títulos, o Cruzeiro, passa por uma página nada heroica, que ficara imortalizada e manchada na história brilhante da raposa. Com o não pagamento da dívida de aproximadamente 5 milhões de reais pelo meia Denílson, ao Al-Wahda, o clube conseguiu complicar ainda mais o terrível descenso à Série B, perdendo 6 pontos, antes mesmo do início da competição. Punição comunicada à CBF pela FIFA, que não cabe recurso.

Este pandemônio que assombra o time celeste teve seu clímax ao final do brasileirão 2019, com o inédito rebaixamento do clube, porém, começou bem antes com o acúmulo de gestões pífias que usaram e abusaram dos cofres do clube. É sem dúvida o mais triste capítulo do livro do Cruzeiro. Além do rebaixamento, o clube enfrenta uma crise política interminável, em conjunto com dívidas acumuladas que levam o torcedor a ficar incrédulo de como o clube que venceu duas edições da Copa do Brasil, com premiações altíssimas, enfileirando boas atuações, em apenas um ano acabou na lanterna da Série B antes mesmo do início da segundona, e o pior (sim ainda tem mais!): O clube segue sem perspectiva alguma de se reerguer!

No próximo dia 29 vence o prazo para o pagamento de uma dívida de 11 milhões ao Zorya (Ucrânia), que pode acarretar na perda de mais 6 pontos. De todos os gigantes clubes brasileiros que já enfrentaram o tenebroso rebaixamento, a situação do Cruzeiro, sem dúvida alguma é a mais complicada, visto os motivos citados nesse texto e a falta de um comando sério no clube. Ela até se assemelha ao Fluminense que chegou a cair para a Série C em 1999. No entanto, o tricolor não era assombrado por tantas dívidas como o time celeste. É muito triste para todo o futebol mineiro, que viveu incontáveis momentos de glórias na década, ver um dos seus gigantes na lanterninha da Série B.

Como diria o poeta, enquanto há bambu, há flecha. Portanto, cabe ao torcedor cruzeirense acreditar, mesmo parecendo impossível são essas reviravoltas e histórias magníficas que fazem deste o maior esporte do planeta. Por que mais um destes momentos não pode acontecer com o Cruzeiro?!

Lucas Alves Damasceno, aluno do 2° ano da Escola Jairo Grossi