Dores irreparáveis

Desde que a pandemia pelo novo coronavírus se estabeleceu no mundo, não temos tido mais paz. Nunca pensamos vivenciar uma tragédia tão grande. Já lemos muito e já estudamos sobre as diversas pandemias e surtos de doenças graves ocorridas no mundo.  E sempre pensamos em serem momentos do passado. E eis que agora, estamos de frente para uma dessas ocorrências desastrosas. Milhares de infectados e mais de 80 mil mortes. E quase sempre perdemos pessoas do nosso afeto. Semana passada perdi para a Covid-19 um primo querido. Trata-se de Sebastião Sérgio Pereira Rena. Moço cheio de vida e de bondades. Lances de sua vida com amigos e parentes foram exibidos no jornal MG TV à noite.

No princípio da semana, morre a grande amiga Everilde Maciel, filha do ex-prefeito José de Paula Maciel e irmã de nossa, também muito querida, Maria do Carmo Maciel, a Biba.

E por aí vão nossos lamentos e muita saudade.

O que me intriga é ver o quanto muitas pessoas não entendem a dimensão da doença e não seguem os procedimentos exigidos. O isolamento social para as pessoas de risco é essencial. Agora, depois da flexibilização para ajudar a economia, os atendimentos essenciais foram liberados, mas com muitas normas a seguir. Mas bastou essa abertura inicial para vermos os procedimentos errados acontecerem no Brasil e no mundo. Aglomerações, falta de máscaras e desleixo acontecem toda hora.  Não entendo o porquê desse comportamento que faz aumentar o número de infectados e mortes.  Os únicos recursos que temos para essa doença são o isolamento social, a limpeza do corpo, da casa e dos materiais usados. Não sair sem máscara e evitar aglomerações.  Não são comportamentos tão difíceis assim. Eles podem ser seguidos sem muito sofrimento. Sabemos que não é fácil, mas não é impossível.

As cidades do mundo que seguiram as normas pedidas pelos profissionais da saúde, conseguiram a diminuição dos casos e de mortes.  Muitas outras, que exageram na flexibilização, tiveram de voltar ao ponto de partida porque o número de infectados voltou a subir.  E o pior ainda é que os hospitais não têm mais vagas disponíveis. E muitos morrem em casa ou esperando atendimento.

Uma esperança tem iluminado nossa luta. A vacina para essa doença já está sendo testada, com sucesso.  No Reino Unido, na América do Norte, na China e até no Brasil, os cientistas da área da Saúde têm se debruçado sobre os estudos e sobre a fabricação de uma vacina segura.  E uma vacina é a única forma incontestável de cura. Só ela poderá nos devolver a vida normal livres da doença. Rezemos por esses profissionais que estão dedicados a essa causa tão justa e necessária.  Que o Espírito Santo ilumine todos e nos traga a cura para esse mal que tem tirado nossa alegria e nossa paz.

Marilene Godinho